Estrelas Revelada a identidade do homem que matou Maria Amaral: Viveu no anexo da casa da filha de Delfina Cruz e teve três horas para esconder o corpo
Há novos dados sobre a identidade do homem que matou Maria Amaral. E, no programa ‘Casa Feliz’, da SIC, desta segunda-feira, 2 de fevereiro, o repórter Luís Maia revelou o que faltava saber sobre a identidade deste suspeito.
Numa história digna de “filme”, como fez questão de ressalvar, o jornalista confirma agora que o homem que cometeu o crime era, afinal, o dono da casa que Maria Amaral havia angariado para vender antes de desaparecer. Naquela segunda-feira fatal, Maria Amaral “sai de casa com o namorado, vai tomar o pequeno almoço a um café, isto na Lourinhã. Vai levá-lo a casa e, em seguida, vai na direção de Paço, freguesia de São Bartolomeu dos Galegos, onde vai angariar uma casa. Ia buscar a documentação para tratar da angariação para fazer a sessão fotográfica dias depois”, começou por esclarecer o repórter.
Desde este momento, “mais ninguém a viu.” Maria Custódia Amaral terá saído do local “por volta do meio dia e meia” e há registos de uma última localização do telemóvel nas Caldas da Rainha. Porém, foi a descoberta do carro junto aos bombeiros de Peniche, na quinta-feira, 29 de janeiro, que fez com que as autoridades acedessem às imagens de videovigilância e desfizessem, finalmente, o mistério. “Percebe-se que, no próprio dia, 19 de janeiro, o carro foi ali deixado por uma pessoa, que vai a pé até à estação dos autocarros e apanha dali um autocarro para casa. E onde é essa casa? Em São Bartolomeu dos Galegos, na localidade de Paço”, explica Luís Maia, concluindo: “O suspeito, que já foi detido pela Polícia Judiciária, é afinal o proprietário da casa que ela ia vender.”
A verdade é que a ligação da filha de Delfina Cruz a este homem era bastante antiga. “O suspeito que foi detido chegou a ser inquilino de Maria Custódia Amaral aqui há uns anos, ele e a mulher viveram no anexo da sua casa, anexo esse que costuma estar alugado”, justifica. Não há, todavia, mais detalhes sobre o que terá levado a este crime.
Segundo as conclusões a que o repórter da SIC teve acesso, o homicida terá cometido então este crime “à luz do dia” e em cerca de três horas. “Foi tudo feito entre o meio dia e as três da tarde. Ele conseguiu matá-la, tentar limpar a casa - não muito bem, porque a judiciária encontrou lá vestígios de sangue – conseguiu levá-la até à Lágoa de Óbidos e enterrá-la no areal. E conseguiu deixar o carro diante aos bombeiros de Peniche. Note-se que da casa dele até à Lagoa de estamos a falar de cerca de meia hora de caminho, daqui até aos bombeiros de Peniche estamos a falar de mais meia hora de caminho”, afiança.
O suspeito será presente a juiz esta segunda-feira e aguardam-se pormenores sobre as medidas de coação.