1.ª Companhia A maior dor de Sara Santos antes da 1.ª Companhia: os anos de luta em tribunal contra o médico que deixou morrer a filha e o divórcio traumático
Aos 42 anos de idade, Sara Santos está de volta ao pequeno ecrã. A ex-apresentadora e atriz aceitou o convite da TVI para integrar o elenco de recrutas desta terceira temporada da ‘1.ª Companhia’. E a verdade é que tem surpreendido tudo e todos na base militar da TVI pela sua simpatia e inocência.
Mas, nas costas, carrega várias lutas e uma delas deixou-lhe marcas eternas. Tudo aconteceu em 2018, quando Sara Santos, então grávida de 30 semanas, e a viver uma fase de grande alegria, pois estava prestes a concretizar o seu maior sonho: voltar a ser mãe, viu o seu mundo rui. A concorrente do reality show deu entrada de urgência no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, com vómitos, náuseas e tensão alta.
"Aquele homem deixou a minha filha morrer dentro de mim, asfixiada"
Atendendo ao seu estado, deveria ter sido convocada uma cesariana de imediato para a proteger e à bebé, porém, o médico que a acompanhou demorou várias horas a tomar a decisão e, quando o fez, já não havia volta a dar: o feto já não tinha batimentos cardíacos e Sara perdeu a bebé. “A cesariana deveria ter sido feita nos primeiros 20 minutos, assim que fui ligada ao CTG. Aquele homem deixou a minha filha morrer dentro de mim, asfixiada", chegou a acusá-lo.
A situação foi de tal forma revoltante que Sara Santos apresentou queixa por negligência médica em tribunal e a situação arrastou-se durante seis anos. Foram dias muito difíceis. “Foi muito duro. Tive de fazer funeral da minha filha... E depois, foram muitos anos, dediquei-me muito a investigar o processo, no meio disto tudo divorciei-me, há muita culpa associada”, garantiu numa entrevista à ‘Flash’.
Apesar de tudo, a apresentadora nunca desistiu. “Sabendo que sempre tive a verdade do meu lado, nunca quis desistir. Eu preferia que não tivesse existido negligência. Era bem mais fácil para mim ter encerrado o capítulo, e já teria feito o luto há mais tempo”, revelou posteriormente ao programa ‘Júlia’.
Em 2024, após seis anos de luta, o tribunal declarou que o médico seria condenado a um ano e meio de pena suspensa por um crime de homicídio negligente por omissão e a pagar uma indemnização de 35 mil euros a Sara e de 20 mil ao seu ex-marido. Uma sentença que a concorrente da ‘1.ª Companhia’ considerou parca e prometeu recorrer.
A verdade é que esta luta deixou marcas eternas, mas ainda hoje a apresentadora acredita que vai conseguir concretizar o sonho de aumentar a família ao lado do novo companheiro, que ainda não tem filhos, e do seu filho mais velho, Carlos.
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