Estrelas Fernando Madureira sai em liberdade após dois anos: as cinco mortes de pessoas que o marcaram e das quais não se pôde despedir como desejava
Detido desde 31 de janeiro de 2024, Fernando Madureira, de 39 anos de idade, vai sair em liberdade esta sexta-feira, 6 de fevereiro. A decisão surge no limite caso a condenação em primeira instância se tivesse mantido igual e dá-se depois de o antigo líder dos Super Dragões ter visto a sua condenação no âmbito da Operação Pretoriano ter sido reduzida de 3 anos e 9 meses para 3 anos e 4 meses.
A saída em liberdade de Macaco - como é conhecido no mundo do futebol - relaciona-se com o limite da prisão preventiva - uma vez que é esse estatuto de privação de liberdade que mantém, não havendo uma decisão transitada em julgado. Neste caso, de resto, passou a ser de um ano e oito meses de prisão.
Apesar de sair da cadeia anexa da Polícia Judiciária do Porto, o antigo chefe de claque terá de se apresentar duas vezes por semana à polícia e não poderá frequentar recintos desportivos ou quaisquer eventos relacionados com o FC Porto.
Este é o fim de um período de clausura em que Fernando Madureira cumpriu grande parte da sua pena enlutado. Atrás das grandes, o antigo líder dos Super Dragões foi informado de mortes de pessoas que lhe são próximas e grandes referências no futebol português.
A 5 de agosto, Macaco chorou a morte de Jorge Costa, antigo capitão e atual dirigente do FC Porto. Impossibilitado de participar nas cerimónias fúnebres, Fernando Madureira fez questão de pedir a quem dirige as suas páginas das redes sociais para deixar uma homenagem pública. "Descansa em paz “Bicho”. Tu que por mais de uma década carregaste a nossa braçadeira, ADN e valores pelos estádios de Portugal e do mundo. Tantas alegrias, vitórias e títulos…Eles sabem lá", lê-se numa publicação dedicada ao antigo capitão do FC Porto.
Um dia antes, Fernando Madureira tinha perdido uma das pessoas mais importantes da sua vida: a sua bisavó. "Até sempre Bó Mila. Minha bisavó e madrinha", partilhou.
Em maio, chorou a morte de um grande amigo, Marcos Mendes Pereira, outro dos membros dos Super Dragões. "Até sempre meu fiel. Um ultra nunca morre. Junta-te aos nossos na curva do céu!"
Já há um ano, ainda em fevereiro, Macaco via partir um fiel amigo e companheiro desta jornada futebolística, Jorge Pinto da Costa, aquele que considerava o seu presidente e que se tornou um confidente. Até à data da sua morte, Pinto da Costa defendeu sempre o ex-líder da claque do FC Porto. O Presidente também mereceu uma bonita homenagem na página de Instagram de Madureira. "Eterno Presidente, único, inigualável, inestimável. O seu legado será para sempre lembrado , o seu nome está escrito em letras bem azuis e brancas na história do FC do Porto. A história não tem fim, quando o próprio homem é a história! A dor da perda é imensurável para mim, principalmente pela situação em que me encontro, mas as memórias, os valores, a gratidão e a lealdade que lhe dediquei vão para além das grades que me privam dum último abraço. Até sempre meu amigo, meu Presidente, do homem a história, da história uma lenda!."
Atrás das grades, Fernando Madureira foi ainda informado da morte de Diogo Jota e do irmão, André Silva. Tragédia essa que também mereceu umas palavras do marido de Sandra Madureira. "Profundamente consternado, deixo aqui a minha última homenagem ao Diogo, estendendo a mesma ao seu irmão André e endereço as minhas verdadeiras e sentidas condolências a toda a família. Em especial à sua mulher Rute, aos filhos e também aos seus pais por esta tão trágica perda."
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