Estrelas Márcia Soares queixa-se dos críticos e da pressão dos fãs e compara-se a outras figuras públicas: “Sofremos mais do que um ator”
Foi em 2023 que Márcia Soareas se tornou uma cara conhecida dos portugueses. A empresária concorreu ao ‘Big Brother 2023’, não venceu, mas ainda hoje é recordada pelos fãs dos reality shows. No entanto, tem sofrido também com algumas mensagens menos positivas e recorreu à rede social Instagram para fazer um extenso desabafo com várias queixas à mistura.
A antiga comentadora de programas de televisão começou por referir-se a mensagens de ódio que “pessoas como eu, que participaram em reality shows, que trabalham com as redes” recebem por estarem “mais expostas”. “Nós, supostamente, porque tomámos certas escolhas na nossa vida, metemo-nos a jeito. Metemo-nos a jeito de acordar, ir ao telemóvel, ter mensagens em que somos maltratados, em que somos julgados, em que somos ridicularizados, em que somos ofendidos. Ofendidos, sem dúvida nenhuma. E é suposto normalizar”, começa por apontar.
Márcia admite mesmo que pessoas que bem a conhecem lhe dizem para não ligar a este tipo de ataques, mas que não o consegue fazer. “Nunca vou conseguir perceber, principalmente, esta hipocrisia. Porque depois, quando as coisas acontecem, as pessoas perguntam-se 'porquê?’ É possível com pessoas que todos os dias têm uma vida tão desocupada, que têm uma vida tão triste, pessoas tão ressabiadas, frustradas com a própria vida, que sentem a necessidade de postar isso nos outros”, solta.
"Sinto que nós, pessoas de reality show, ainda sofremos mais. Mais do que, por exemplo, um ator, ou outras figuras públicas"
Mas há mais. A influenciadora adianta mesmo que o seu sofrimento é ainda maior do que outras caras conhecidas. “Sinto que nós, pessoas de reality show, ainda sofremos mais. Mais do que, por exemplo, um ator, ou outras figuras públicas”, solta, justificando esta sensação porque ao entrar num formato deste género o público viu-a de uma forma que leva a criar “uma falsa intimidade connosco.” “Então, a partir dali, acham que podem mandar a nossa vida, acham que podem dizer com quem devemos estar, com quem não devemos estar, o que é que devemos vestir, o que é que não devemos vestir, como é que nos devemos comportar, se eu devo comer ou não comer, o que é que eu devo comer ou não comer, com que decote é que eu hei de sair à rua ou não. Malta, ocupem a vossa vida triste, porque pessoas assim só podem ser pessoas tristes”, atira.
Visivelmente cansada, Márcia Soares admite sentir cada vez mais que as pessoas “confundem a boa vontade, o bom coração com fraqueza.” “As pessoas, muitas vezes, eu quando sou simpática, quando eu dou tudo de mim, de bom, as pessoas costumam ver isso como uma fraqueza minha. Malta, não é fraqueza. Não, não. Não é fraqueza de todo. Também sinto cada vez mais as pessoas confundem a frontalidade com a arrogância. Não é arrogância”, frisa, assumindo estar farta “de ter de relativizar e aceitar e fazer de conta que é tudo normal.” “Não é normal. É assim, às vezes estas ressabiadas, porque muitas vezes são mulheres, obviamente que são mulheres, a maltratar outras mulheres. Ultimamente não me tenho calado, ultimamente até me apetece responder, que é para as pessoas também meterem um bocadinho a mão à consciência”, remata.