Estrelas Sá Pinto não quis sair do Irão e vive momento histórico após dias de pesadelo: como o treinador encontrou forças para manter o sonho vivo
Depois da tempestade, vem a bonança. Já o diz a sabedoria popular e Ricardo Sá Pinto não poderia concordar mais com este ditado. A viver no irão desde o verão de 2025, altura em que o país se encontrava envolvido num conflito que também abrangia Israel e os Estados Unidos, e em que assinou pelo Esteghlal, de Teerão, o treinador viver agora um momento histórico.
É que, neste momento, a sua equipa é líder do campeonato local, segue “forte” na Taça e continua a lutar na Liga dos Campeões 2 da AFC. “Somos os únicos que restam de pé em todas as três frentes”, começa por partilhar numa mensagem na rede social Instagram. Dirigindo-se aos adeptos, Sá Pinto agradece o esforço de todos os iranianos e não tem dúvidas: “A vossa luta é o nosso combustível.”
"Enfrentámos obstáculos injutos, coisas que não conseguíamos controlar, mas recusámo-nos a desistir. Mantivemo-nos de pé"
Esta quinta-feira, 5 de fevereiro, o clube derrotou o Shams Azar Qazvin por 3-2. Uma vitória que surge num momento em que o conflito no local está mais calmo. Mas os últimos tempos não foram nada fáceis. “Enfrentámos obstáculos injutos, coisas que não conseguíamos controlar, mas recusámo-nos a desistir. Mantivemo-nos de pé”, prossegue o português.
A rematar, ainda deixa uma mensagem para os jogadores: “obrigado pelo sacrifício incansável para manter este sonho vivo”; e também ao povo: “obrigado por estarem connosco. Lutaremos para continuar a vencer por vocês”, finaliza.
Importa recordar que, a meio de janeiro, Ricardo Sá Pinto foi o único membro da equipa técnica do Esteghlal que permaneceu no Irão após o eclodir do conflito que levou muitos cidadãos estrangeiros a abandonar o país, fruto da vontade dos manifestantes em derrubar o regime instalado, e com a ameaça pendente dos Estados Unidos em invadir o território.
A revelação foi feita por Nuno Morais, adjunto do técnico português, em declarações à CNN Portugal. "Ele, como líder da equipa, optou por ficar com os iranianos. Todos os outros elementos estrangeiros, tanto jogadores como equipa técnica, a decisão não foi tomada em conjunto, cada um tomou a decisão que achava melhor para si. Acabámos por sair todos, exceto o 'mister'", assinalou o antigo jogador do Chelsea, que começou a trabalhar com Sá Pinto no APOEL, de Chipre, onde jogou durante mais de uma década.
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