Estrelas Débora Monteiro confessa que já recebeu bocas de colegas e perdeu projetos por fazer parte do Domingão
Débora Monteiro é, desde 2020, um dos membros da equipa do 'Domingão', programa das tardes de domingo da SIC. A atriz relatou agora, no podcast 'Dona da Casa', da Antena 3, que não só sente o estigma por parte de colegas por fazer parte deste formato popular e ainda revelou que é possível que tenha perdido projetos por este motivo.
"Enquanto atriz, sinto o estigma de estar a fazer um programa de música popular portuguesa", disse a intérprete de 42 anos, acrescentando: "Existe algum estigma por parte de alguns dos meus colegas, mas depois existe a verdade da vida das pessoas, que é: tenho um ordenado. Sendo artista, não é fácil ter um ordenado mensal, porque quando não trabalhas vais ter de gerir o dinheiro que tens."
"Há quem diga: 'Não sei como é que fazes aquilo.' Mas quando não têm o trabalho dizem: 'Pelo menos, tu tens isto.'", desvenda, referindo-se a conversas com os seus pares. Ainda assim, não esconde que tem ambições de fazer formatos distintos do 'Domingão': "Faço aquele programa. Se gostava de fazer outras coisas, adorava, não vou ser mentirosa, mas isto é uma fase. Sei que os projetos aparecem por algum motivo. Não tenho problemas de dizer que sou do povo e divirto-me com aquilo."
"Depois, há realizadores ou produtores que se calhar olham para aquilo. Há pessoas que nem sabem que estou a fazer aquilo, porque a área deles é completamente diferentes. Não quero generalizar, mas sim, sinto esse preconceito", sublinha, agregando: "Já aconteceu eu estar a fazer um projeto, uma série, e sempre que lá chegava, havia um ou outro ator ou o realizador a perguntar-me quando deixava de fazer aquilo."
Porém, Débora Monteiro não nega que já pediu para abandonar o formato: "Houve uma altura em que eu própria falei com quem de direito e disse que estava cansada do conceito e tinha de sair, disse que existe o estigma e estava a perder trabalho. Mas, depois, quem me garante que vou conseguir fazer as séries ou os filmes que quero? Ninguém, mas preciso de trabalhar."
Todavia, diz ter percebido: "Quando eu comecei a sentir que podia haver o estigma ou que se calhar estava a perder o trabalho por causa daquilo, que se calhar era inferior por estar a fazer este tipo de programas. Eu ia trabalhar irritada, não estava com a energia certa. Mas depois percebi que o problema era meu. Tive de falar, fui sincera e a verdade é que fiz uma pausa e fui bom para perceber que não é só aquilo que me define."