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1.ª Companhia “Fui maltratada na rua, queriam-me bater, chamavam-me drogada”: Andrea Soares recorda inferno que viveu e como enfrenta a onda de ódio após a 1.ª Companhia

09 de Fevereiro de 2026 às 15:03
Antiga recruta já tinha participado num programa de televisão que mudou a sua vida. Por isso mesmo, hoje tem vários truques para lidar com aqueles que a atacam

Andrea Soares, de 44 anos de idade, foi expulsa da ‘1.ª Companhia’, no sábado, 7 de fevereiro. De volta à vida real, não se importa com a onda de ódio que tem vindo a receber após a participação no reality show da TVI.

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 “Não imaginei ser a vilã, mas ao mesmo tempo também não estou preocupada. Sou de verdade, sei a verdade das coisas. Lá dentro somos uma família, como todas as famílias temos pontos de vista diferentes, algumas vezes há fricção, mas, no final das contas, a família dá-se toda bem, continua a amar-se. Para mim, somos todos uma família”, começa por referir a cantora.

Aliás, a ex-recruta assegura que não pensa na opinião dos espectadores. “Ao mesmo tempo, não me surpreendeu, porque sei que sou uma pessoa que não é convencional, não digo o que querem ouvir, mexo nas feridas das pessoas, porque sou crua e sou verdade... Não faço nada pensado, mas também não faço por mal”, descreve, ela que não tem dúvidas de que “a humanidade está doente.” “Dizem que não querem guerras, isto e aquilo, mas depois são tipo os abutres, alimentam-se de carne em estado de decomposição.”

"Fui maltratada na rua, queriam bater-me na rua, chamavam-me drogada, todos os nomes e mais alguns. Isto tudo porque eu na altura já usava o cabelo cor-de-rosa e nem tinha ainda todas as tatuagens que tenho hoje"

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Para Andrea Soares, não é propriamente uma novidade lidar com uma onda de ódio. É que, em 2001, quando venceu o talent show ‘Popstars’, da SIC, que posteriormente veio dar origem às Nonstop, já sentiu o mesmo na pele. “Tive que começar muito cedo a não ligar ao que diziam, porque quando fui uma das vencedoras do ‘Popstars’ já o impacto era muito forte. Fui maltratada na rua, queriam bater-me na rua, chamavam-me drogada, todos os nomes e mais alguns. Isto tudo porque eu na altura já usava o cabelo cor-de-rosa e nem tinha ainda todas as tatuagens que tenho hoje”, lembra.

Tudo isto lhe deu traquejo e por isso mesmo não se importa com aquilo que dizem sobre ela. “Não me importo, mas mexia comigo. A maldade gratuita é algo que até hoje não entendo, tenho o síndrome de Peter Pan muito em relação a isso, não quero crescer para não perceber. Mas a verdade é que comecei a entrar muito cedo a aprender a lidar com isso”, descreve, insistindo que o facto de entrar mais no “ramo espiritual, na doutrina budista” fez com que se começasse a “libertar mais” do seu ego. “A desapegar-me e, a partir daí, comecei a aceitar as minhas sombras como sou”, remata.

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