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1.ª Companhia Cresceu num estabelecimento prisional e num ambiente de violência doméstica: A dura vida de Andrea Soares até chegar à 1.ª Companhia

03 de Janeiro de 2026 às 20:37
Cantora já passou por muito, mas nunca desistiu de sonhar e lutar por uma vida melhor
seguir:
Tiago Henriques
Andrea Soares
Liliana Oliveira
Andrea
1.ª Companhia
Primeira Companhia
Estabelecimento Prisional
Mãe
Pai
Violência doméstica
Sintra
Superação

Andrea Soares, de 44 anos de idade, saltou para as luzes da ribalta há mais de duas décadas, quando foi uma das vencedoras do ‘Popstars’, da SIC, e se tornou num dos elementos das Nonstop. Hoje, brilha como concorrente da ‘1.ª Companhia’, da TVI, e nas costas carrega uma história de vida de superação, marcada por momentos que fizeram dela a mulher que é hoje.

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A artista cresceu em Sintra e num local pouco convencional. “O meu pai era guarda prisional, fomos viver para o Estabelecimento Prisional de Sintra, quando eu tinha por volta de seis anos”, contou numa entrevista ao programa ‘Júlia’. A sua infância foi, portanto, passada no bairro da Colónia, como era mais conhecido, o Estabelecimento Prisional de Sintra.

"No fundo vivia numa prisão também, porque era um espaço restrito e fechado, mas, automaticamente, foi onde descobri a liberdade"

Andrea soares

Para ela, isso nunca foi um problema. Pelo contrário. “Para mim era igual, ainda por cima em Sintra os reclusos são basicamente de confiança porque são pequenos delitos. Lidava tanto com guardas prisionais, como com reclusos”, justificou. Aliás, Andreia Soares acredita mesmo que este ambiente foi “muito positivo” para crescer enquanto mulher. “No fundo vivia numa prisão também, porque era um espaço restrito e fechado, mas, automaticamente, foi onde descobri a liberdade.”

A concorrente da ‘1.ª Companhia’ andava na Escola Primária de Ranholas e ia muitas vezes a pé para lá, noutras, tinha boleia de uma “ramona [como é conhecido o carro que transporta os detidos]”. “Nós ficávamos todos contentes lá dentro, íamos de boleia. Mas as outras crianças ficavam surpreendidas”, lembrou.

Contudo, esta vida no Estabelecimento Prisional teve uma outra dificuldade. É que o convívio entre o pai e a mãe não era nada fácil. “O meu pai, além de muitas coisas, tinha problemas com o álcool e dentro de toda aquela pressão do trabalho como guarda prisional que ele tinha, o meu pai era agressivo com a minha mãe”, lamentou. Por isso, prossegue, “conheço a violência doméstica desde que me lembro.”

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Apesar de todos estes problemas, Andrea Soares sempre teve sonhos. “Mesmo achando que aquela era a minha realidade, pensava que nunca na vida ia deixar de sentir aquela angústia, mas continuava sempre a ter sonhos”, descreveu. É que a sua relação com o pai era estranha. “Por outro lado, o meu pai era o meu herói, ele não demonstrava assim tanto, porque queria ter dois meninos e teve duas meninas. Ele era a pessoa que mais me protegia a mim e à minha irmã. Era extremamente incoerente, tanto era a pessoa de que tinha mais medo, como era a pessoa que mais me protegia na rua”, assegurou.

Os pais separaram-se quando a cantora era já adolescente e esse foi um dos melhores dias da sua vida. “Fiquei cheia de revolta, porque me sentia impotente, queria poder defender a minha mãe e sentia-me impotente. Nesse aspeto tenho que ressalvar a minha irmã, que não ficava gelada como eu. Eu fechava os punhos e era extremamente nervosa e não sabia. Sabia lá o que eram traumas”, adiantou ainda.

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