Estrelas Foi insultada e até lhe cuspiram para a cara: o inferno que Cláudia Pascoal viveu na Eurovisão e como conseguiu superar o maior trauma da sua vida
Cláudia Pascoal relatou um episódio escandaloso que lhe aconteceu no rescaldo da sua participação no Festival da Eurovisão de 2018, que decorreu precisamente em Lisboa, e em que a sua canção terminou em último lugar da final, para a qual Portugal se tinha qualificado na condição de país anfitrião.
A cantora contou pela primeira vez esta situação a António Raminhos no mais recente episódio do podcast 'Somos Todos Malucos'. "Foi muito na base da terapia que começas a localizar coisas em que pensas: 'Claro que eu estou assim.' Foi uma grande porrada quando comecei a verbalizar de facto coisas que me aconteceram", começou por dizer.
"Uma coisa que só há muito pouco tempo consegui admitir e que nunca contei a ninguém. Fui à Eurovisão, fiquei em último e – agora vou ser honesta e vão me cair todos em cima – estava me marimbando se tinha ficado em último, segundo ou primeiro, queria que aquilo acabasse", afirmou a artista gondomarense, acrescentando: "Estava completamente exausta, esgotada e com imensas saudades de ir a casa, porque estive a viver quatro meses num hotel, não me fazia sentido nenhum aquilo naquela fase da minha vida. Queria era desaparecer dali."
"Quando volto a casa, sinto finalmente que estou em casa e a primeira coisa que me acontece quando eu saio do autocarro é: alguém cospe-me na cara, a dizer: 'És uma vergonha'", revelou, continuando: "Eu ignorei, limpei, não contei a ninguém e fui para casa. Na verdade, aquilo marcou-me mesmo muito, porque há uma prova na minha vida de que, se eu falhar, sou uma vergonha."
"Aquilo ecoou de tal maneira em todo o meu percurso, até porque só a partir daí é que comecei a ser artista de música, antes não era, era uma intérprete de uma canção apenas, estava a fazer o meu mestrado com toda a calma do mundo, só aí é que comecei o meu percurso e meti tudo para trás", frisou a intérprete de 31 anos, rematando: "Na verdade, isso ficou muito presente em toda a forma como geri a minha carreira. A partir daí, tinha de provar que valia a pena estar ali. Pensei: 'Nunca mais vou ficar em último'. Esse foi o gatilho."