Estrelas Arrasado em Inglaterra e desejado em Portugal: Ruben Amorim celebra aniversário em tempos de mudança e com os milhões do United no bolso
"Dizem que jamais seremos bicampeões outra vez. Vamos ver!". Parece que já foi há uma eternidade que estas palavras, antecedidas de um largar do microfone que ecoará na memória dos adeptos do futebol nacional, soaram sob um coro de aplausos de milhares de adeptos do Sporting presentes no Marquês de Pombal, pela voz do maior obreiro pelo fim da seca de 19 anos do clube de Alvalade. Foi, todavia, apenas há cerca de 630 dias.
Nesta terça-feira 27 de janeiro, Ruben Amorim comemora o seu 41.º aniversário e vive uma situação inédita nos tempos recentes. Após ser herói nos leões, respondendo de forma afirmativa ao desafio proposto por Frederico Varandas que o contratou por 10 milhões ao Sp. Braga, o treinador rumou a Inglaterra para tentar imitar esse feito às rédeas do Manchester United, justificando esta mudança, que muito falatório gerou, fruto da expectativa criada pelas palavras com que este texto arrancou, através da perspetiva de que se trataria de um comboio que só passaria uma vez – leia-se, que uma oferta de um "tubarão" europeu poderia não voltar a chegar.
Pouco depois de a principal praça lisboeta se pintar novamente de verde e branco, o sonho que Amorim levara consigo para terras de Sua Majestade acabou desmantelado pela realidade: foi despedido, sem glória, ao fim de 14 meses ao comando do clube inglês, com o pior rendimento pontual do século XXI entre os homens que se sentaram no banco onde Alex Ferguson aparentava eternizar-se, e com ele a era de êxito no Teatro dos Sonhos.
Ainda assim, o que se sucedeu após a sua saída não serviu para amenizar o impacto dessa desilusão, com o United a regressar às vitórias com o novo técnico, Michael Carrick, mesmo que, sublinhe-se, se tratem de tempos demasiado precoces para quaisquer análises profundas. É nesta conjuntura que, neste seu aniversário, o seu nome continue a surgir na imprensa inglesa e não pelos melhores motivos. "Ruben Amorim pode estar a assistir ao jogo em casa e a pensar 'mas que raio estou eu a ver destes jogadores neste momento?'", disse Gary Neville, ex-futebolista do clube. Alan Shearer, antigo goleador da seleção inglesa, reagiu de forma análoga, num podcast: "O que estará Amorim a pensar ao ver estas exibições? Não faço ideia do que lhe passará pela cabeça, é absurdo não ter tentado mudar o sistema. É a arrogância de dizer: 'Não vou fazer nada diferente.'"
Também os futebolistas até há pouco treinados por Amorim acabaram por contribuir para esta onda de críticas ao português. Sem nenhum ataque direto, Matheus Cunha, por exemplo, disse que os jogadores "sentem-se mais unidos" depois da vitória contra o Arsenal.
Enquanto tudo isto acontecia, Ruben Amorim foi já avistado em Portugal, pelo 'Correio da Manhã', ao lado da mulher, Maria João Diogo, e dos filhos, Miguel e Manuel, tendo aproveitado para matar saudades do País onde fez toda a sua carreira de futebolista, com exceção de uma breve passagem pelo Qatar.
Depois de amealhar o equivalente a mais de 10 milhões de euros de indemnização pela rescisão precoce do seu vinculo com os 'red devils', Ruben Amorim não foi até ao momento ligado a nenhum novo projeto.
É em Portugal que o técnico tem créditos firmados, tendo sido alvo de manifestações de saudade por parte dos adeptos do Sporting, durante um período de menor fulgor da equipa de Rui Borges – o clube partilhou, nesta data especial para o ex-técnico, um 'tweet' de parabéns, e a sua ligação ao Benfica, quer como ex-jogador, quer como adepto, facilita que se cogite uma futura passagem de Amorim pelos banco da Luz, perspetiva que se agudizou no período eleitoral quando o candidato João Noronha Lopes esteve em Manchester, ao lado de Nuno Gomes, que, na sua lista, seria administrador da SAD encarnada.
Amorim poderá, todavia, temer que um regresso a Portugal protele de uma forma que poderá ser duradoura a possibilidade de ter sucesso em clubes de alto gabarito europeu e preferir aguardar por uma nova oportunidade numa das maiores ligas do velho continente.
Efetivamente, todos os cenários estão ainda em cima da mesa para o técnico, que, neste momento, irá ponderar de forma cuidadosa qual o passo seguinte a dar. Até lá, poderá apreciar o tempo longe da intimidante luz dos holofotes do desporto-rei e ao lado de uma família para a qual não teve muito tempo ao longo dos últimos meses, sendo que, em Inglaterra, como se sabe, nem no Natal e na Passagem de Ano houve tempo para desacelerar.
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