Estrelas "As pessoas abrem-me a porta de casa": Tânia Laranjo fala sobre os 18 dias duros no terreno, mas de muito carinho
Durante 18 dias, Tânia Laranjo era, muitas vezes, o primeiro rosto a entrar na casa dos portugueses e o último que viam à noite, quando ligavam a CMTV para acompanharem a situação devastadora que o país atravessava com a sucessão de depressões e tempestades. Naquele primeiro dia, a jornalista saiu de casa com a roupa do corpo, alheia a que não regressaria nem nessa noite, nem sequer na semana seguinte. Tornou-se, então, no rosto mais visível do mau tempo, mas manteve sempre o compromisso de informar com a proximidade e respeito que a situação merecia, numa experiência tantas vezes avassaladora, que ficará marcada como uma das mais duras da sua carreira.
“Foram poucas horas de sono, muito frio, muita chuva, muitas viagens de carro, muitas situações difíceis. A primeira noite foi muito complicada, apanhei os ventos na Praia de Mira, estávamos mesmo junto ao mar, conseguimo-nos abrigar numa garagem particular, que estava aberta”, recorda em exclusivo à TV Guia.
No meio do caos, foi impossível para a jornalista da CMTV não se comover com o que viu, com as histórias de quem perdeu tudo e dificilmente conseguirá reerguer-se e sentiu também aquilo que se tornou numa constante ao longo dos últimos tempos: os portugueses há muito que a ‘adotaram’, como se fosse um parente próximo. “Sinto muito esse carinho. As pessoas tratam-me por tu, abrem-me a porta de casa. E essa ligação é extraordinária.”
Leia toda a notícia na edição da TV Guia desta semana já nas bancas, ou na edição digital, aqui.